quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

You know I'm not dead!

Eu sabia que deveria postar algo no dia do meu aniversário, mas não sabia como dizer. Só fui pensar nisso agora, às 23:12 da noite, deste 27 de fevereiro de 2014.
Todo ano pensamos que algo vai mudar em nossas vidas, em nossas mentes, em nossos hábitos. Nós sempre achamos que aniversários querem dizer um novo começo. Mas nunca é assim.
Quantos aniversários passamos e ouvimos as pessoas perguntarem coisas do tipo "como se sente fazendo 20 anos?" e a resposta é "do mesmo jeito que me sentia ontem, com 19!"
É sempre assim.
Na verdade, aniversários não são milagres que fazem com que a gente se torne outra pessoa do dia pra noite (ou vice-versa, se você nasceu de dia).
Eu vejo o aniversário como a época de repensar nos anos que você viveu, nas experiências que adquiriu em cada ano de vida, etc. Não para mudar, mas para REFLETIR.
Eu li num livro da minha infância, que não poderíamos passar nosso dia sem ficar em frente a uma mesa com velas acesas e os amigos e familiares ao nosso redor batendo palmas e cantando, pois, a energia que é passada com esse conjunto de atitudes, impede a passagem de um espírito que todo ano vem (cada ano vem um diferente) tentar invadir nossa vida em todos os aspectos. Essa roda de pessoas nos protege, e o coro faz com que ele vá embora. Não há como saber se ele é do bem ou do mal.
Nunca descobri se isso era verdade, mas enfim.
Passei tantos aniversários sem o parabéns, sem a cantoria, que nem sei mais as consequências disso. Só sei que minha vida é a mesma porcaria de quando as pessoas lembravam que eu existo.
E por falar nisso, o que mais me impressionou em eu estar completando hoje, às 18 horas e 23 minutos, minhas duas décadas de vida, é que eu havia escrito em minha "Bucket List" (vide filme "Antes de Partir", com Jack Nicholson e Morgan Freeman ♥), quando eu tinha 16 anos, que queria completar 18 anos. Eu nunca pensei que fosse sobreviver a tanto. Mais uma vez, dou graças aos Smashing Pumpkins (um dia eu faço uma postagem explicando os meus bons motivos e volto a falar da Bucket List!)
Resumindo, pra quem não esperava chegar aos 18, alcançar duas décadas é uma "coisa" difícil de "realizar" (como dizem os norte-americanos).
E foi aí que eu notei uma outra coisa: Eu ainda estou aqui, mas não sei se isso é bom ou ruim. Talvez seja bom, porque pode ser que eu ainda tenha chance de realizar meus sonhos impossíveis (ou quase).
Mas de uma coisa eu não posso escapar, você sabe: EU NÃO ESTOU MORTA!

"We all want to hold in the everlasting gaze...
You know I'm not dead. I'm just living in my head, forever waiting..."